Encontrar par na Internet

A pouco e pouco, a Internet está a torna-se um dos principais meios para encontrar um par.

Por ser um espaço de encontros muito recente as opiniões variam: uns acreditam que este é o espaço ideal, outros têm histórias de todo o tipo e há quem ache que este não é um bom meio para conhecer alguém. Assim, em que ficamos? É bom ou é mau? O ideal é experimentar. A nossa sugestão é que, antes de tomares um partido, forma a tua própria opinião, conhece melhor este meio: como funciona, as suas características, nomeadamente no que respeita a encontrares a tua alma gémea.
Queremos que elas incidam sobre as primeiras fases, uma vez que são frequentemente as mais desconcertantes para alguns usuários. Sabemos que quando a relação progride o processo natural e normal de uma relação vai-se desenvolvendo.
A Internet tem três características principais: é um meio muito concorrido, muito acessível e muito rápido. E são estas mesmas características que utilizamos para definir o ritmo da acção nos primeiros momentos.
Em primeiro lugar, ao tratar-se de um meio extremamente concorrido, é necessário fazer uma selecção de com quem nos queremos relacionar. Os critérios de procura e selecção são muito subjectivos: cada pessoa entra na rede com diferentes necessidades e expectativas. Uma primeira regra de ouro é “nem toda a gente vale a pena, nem nós queremos chegar a toda a gente”. Isto irá ajudar-nos a que não nos respondam ou que nos digam que não, ou ter de responder e dizer não a alguém.
O aspecto da fácil acessibilidade faz com que quase todas as pessoas no mundo possam estar conectadas e, praticamente, todas possam entrar em contacto connosco e “dar-se a conhecer”. Na Internet não é obrigatório responder a todos os que entram em contacto connosco, nem temos de esperar resposta da pessoa que contactámos, nomeadamente se existe algum aspecto em particular que demonstre que temos pouco a ver com essa pessoa.
Alguns usuários escandalizam-se ou surpreendem-se por receber mensagens de outros usuários que não estão “em sintonia” consigo. Esta é a consequência directa da quantidade de pessoas e da acessibilidade a que estamos expostos na Internet. O que fazemos quando nos cruzamos na rua com uma pessoa que nos diz algo e que não nos interessa? Damos meia volta, continuamos caminho e não fazemos caso. Na Internet, a conduta equivalente seria ignorar e apagar, e dar possibilidade para que outras pessoas mais interessantes nos possam contactar. A segunda regra de ouro será “ignorar quem não é compatível connosco e admitir que os outros nos possam considerar da mesma maneira”.
E, assim, chegamos à terceira característica que temos de compreender bem: a rapidez. A Internet não se criou para perder tempo, mas sim para ganhá-lo (terceira regra de ouro). Uma das formas de se perder tempo é ler os emails que se recebe do principio ao fim. Se nas primeiras linhas, ou mesmo até no assunto, temos indícios que aquela pessoa não está interessada em nós, devemos imediatamente ignorar e apagar. Não te preocupes: não estás a ser rude ou mal-educado. Este meio permite ver, escolher e ignorar.
Outra forma de perder tempo é prender-se a emails desagradáveis. Há que ignorar, apagar e “retirá-los” da tua cabeça e não responder no mesmo tom ou refutar o conteúdo.
Não te desencorajamos somente a que respondas a todos os emails que recebes, como te recomendamos que não o faças se não te interessar, por esta mesma razão procura entender, como “parte do jogo”, que outras pessoas podem também não te responder.
Mila Cahue
Conselheira Sentimental
Psicóloga e Especialista em Casais